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Plataformas VOIP – Como elaborar um projeto corporativo sem mistérios

VOIP Corporativo
VOIP Corporativo

Plataformas VOIP – Como elaborar um projeto

      Cada vez mais empresas apostam nesta tecnologia , que sem sombra de duvidas, coloca em xeque o que conhecemos sobre os atuais sistemas de telefonia. Entretanto, para sua implementação, os profissionais envolvidos devem avaliar alguns pontos que podem garantir o sucesso do projeto.

 

 

VoIP Corporativo: Internet e Provedores VoIP

Em tempos de redução de custos e de oferta de serviços de telecomunicações, as empresas almejam sempre conseguir excelentes negócios. A tecnologia VoIP já promete redução de custos, pelos fatores que já foram expostos, mas o grande objetivo é chegar a famosa tarifa “flat” de fato, onde as empresas só contratam o canal de comunicação e pagam uma tarifa fixa, independente da utilização do serviço.

Por outro lado, a Internet é o símbolo maior de globalização, de acesso imediato, de serviços gratuitos ou com custo muito pequeno, de estar em qualquer lugar a qualquer hora e continuar presente sempre, enfim, a infraestrutura de telecomunicações que tudo pode.

Isto leva as corporações a anteverem a Internet como a solução para chegar à redução de custos máxima, que poderia ser obtida com os serviços de tarifa “flat”.

Quais seriam as implicações do uso de Redes VoIP que interligariam as diversas localidades através da Internet, ou que permitiriam comunicar-se somente através da Internet com qualquer telefone em qualquer lugar do mundo?

Estas questões serão discutidas a seguir.

Redes VoIP via Internet

Os fatores mais importantes para o uso da Internet como meio para formar a rede de Voz que vai interligar os diversos sites são apresentados a seguir.

Qualidade de Serviço

Para uma conversa ser considerada boa e ter interatividade, o atraso máximo do sinal de Voz é da ordem de 250 ms. Alguns fatores de atraso são fixos, por serem inerentes a rede corporativa da empresa, e podem ser controlados: compressão/descompressão do sinal de Voz, processamento e buffers dos roteadores e limitações nos circuitos contratados de acesso a Internet (banda).

Outros fatores como o carregamento da Internet (quantidade de pacotes de dados trafegando pelos roteadores) e seu serviço do tipo “best-effort”, produzem atrasos que não podem ser controlados e que afetam sobremaneira a qualidade de serviço.

Diversos esforços vem sendo feito para garantir a qualidade de serviço na Internet para o tráfego prioritário (Voz), através de novos protocolos tais como o Resource reSerVation Protocol (RSVP), as políticas de escalonamento (por Prioridades, Weighted Fair Queuing (WFQ) e Random Early Detection – RED), entre outros, mas a incerteza quanto a qualidade de serviço ainda permanece.

O projeto da rede VoIP que pretenda usar a internet deve ser feito com muito critério para garantir que os atraso fixos possam ser minimizados, que o prestador de serviço tenha uma rede de boa qualidade e que todos os mecanismos possíveis sejam usado para manter os atrasos em níveis compatíveis com as necessidade do projeto.

Segurança

Com certeza o fator segurança deve ser levado em consideração para o uso da Internet. A criação de uma VPN para a rede corporativa, o uso de autenticação e criptografia e de políticas adequadas para Fire-walls e proxies faz parte do conjunto de medidas a serem tomadas.

Nível de Serviço

Acordos de Nível de Serviço celebrados com os prestadores de serviços de acesso a Internet e políticas de redundância de meios através de prestadores distintos são pre-requisitos para a manutenção da disponibilidade do sistema.

Adicionalmente, os equipamentos devem estar configurados para chaveamento dos canais de Voz da rede corporativa até pelas conexão com a rede de telefonia pública, em caso extremos onde o acesso a internet se torne de fato indisponível durante intervalos de tempo grandes.

Arquitetura

A arquitetura da rede VoIP que utiliza a Internet, apresentada a seguir, não difere muito da rede VoIP apresentada anteriormente, já que ambas usam como infraestrutura as redes IP.

Nessa arquitetura, a etapa de projeto que implementa o ajuste da rede para garantir a qualidade de serviço é provavelmente a mais importante para garantir o sucesso da Rede VoIP. Os CPE’s que se comunicam com a Internet (8) devem necessariamente ter as funcionalidades que permitam a definição de parâmetros de QoS para o tráfego de Voz.

Para o caso das redes mistas, as mesmas considerações são válidas e devem ser aplicadas ao seu projeto.

Provedores VoIP

Apesar da tecnologia VoIP ter atingido um grau de padronização e estabilidade que permitem hoje diversas implementações de redes dessa natureza, os provedores VoIP puros ainda padecem de uma padronização que permita sua interação com redes VoIP corporativas de qualquer natureza.

Portanto, o projeto de uma rede VoIP corporativa que pretenda utilizar um provedor VoIP, que no limite poderia inclusive dispensar a conexão com a rede telefônica pública comutada, deve ser feito em conjunto para que interface entre o provedor e a rede corporativa possa ser adequada.

Esse provedores VoIP na sua maioria oferecem serviços de Longa Distância Nacional e Internacional (através de gateways próprios ou de acordos com terceiros) a custos bastante competitivos, praticando inclusive tarifas “flat”.

Uma das modalidades de serviço oferecida pelos provedores VoIP atende as necessidades de empresas que possuem sistemas de Voz comutada, através da implementação seus próprios gateways (GW) nas instalações prediais do Cliente.

Nesse caso, os serviços de Longa Distância Nacional a Internacional são repassados pelo PABX à rede VoIP, de acordo com a sua configuração.

Outra modalidade de serviço oferecida pelos provedores VoIP atende as necessidades de empresas através do uso de PABX IP virtual, acessível através de uma conexão IP de boa qualidade, que pode ser até via Internet.

Nesse caso, os serviços de ligações locais, Longa Distância Nacional a Internacional são realizados através do PABX IP virtual do provedor VoIP, de acordo com a sua configuração de perfil de cada terminal telefônico.

Deve-se observar neste caso que os terminais telefônicos e o CPE devem ser compatíveis com as especificações definidas pelo prestadora VoIP.

Os dois casos apresentados encontram-se nos extremos opostos das possibilidades de uso de um provedor VoIP. Quaisquer variações dentro desse limites é possível, desde que compatibilize a solução planejada com os recurso da rede do provedor.

Examinadas algumas soluções de sistemas VoIP corporativos, que abordagem deveria ser dada para iniciar um projeto de implantação de uma solução de voz corporativa baseada nessa tecnologia?

Primeiramente, deve ser registrada a situação atual do sistema tradicional de serviço de voz, o que pode ser feito através do levantamento dos seguintes dados mensais / anuais:

  • Custo de Serviços de Voz: contabilizar de forma detalhada os custos de ligações locais, LDN e LDI, bem como os custos de circuitos contratados para rede de Voz (caso existam).
  • Custo de Operação do Sistema de Voz: contabilizar custos de gerenciamento e operação do sistema de Voz, tanto realizados internamente, como através de terceiros.
  • Custo de Manutenção do Sistema de Voz: contabilizar os custos de manutenção do sistema de Voz, tanto realizados internamente, como através de terceiros.
  • Ativos: devem ser avaliados os custos do sistema atual, levando em conta a depreciação e os valores de mercado.
  • Custo de Expansão: devem ser avaliados os custos de expansão do sistema atual, bem como os custos de instalação de novos terminais telefônicos e cabeamento necessário.

Caso a empresa não faça um controle regular desses custos, torna-se necessário designar um responsável (interno ou consultor) que tenha conhecimento de telecomunicações e sistemas de Voz para executar esta atividade.

 Para iniciar um projeto com a nova tecnologia, deverá ser avaliado os seguintes aspectos:

  • Tipo de Projeto: avaliar tanto o projeto para uma Rede VoIP, como para uma rede mista, que utilize ativos dos sistema atual que ainda estão dentro de sua vida útil.
  • Qualidade de Serviço: identificar as necessidades de banda e as especificações dos canais de comunicação a serem contratados para garantir a qualidade de serviço dos sistema VoIP, e os custos associados.
  • Nível de Serviço: identificar as necessidades de redundância, tanto de equipamentos e partes como dos canais de comunicação, e os respectivos custos associados, para garantir um nível de serviço (disponibilidade e MTBF) compatível como o sistema atual.
  • Custo de Serviços de Voz: com base na demanda atual e futura, estimar os custos de ligações locais, LDN e LDI, bem como os custos de expansão dos circuitos de dados contratados para atender o novo sistema VoIP.
  • Custo de Operação da Rede Corporativa: estimar o acréscimo nos custos de gerenciamento e operação da rede corporativa atual, tanto realizados internamente, como através de terceiros, para acomodar o novo sistema VoIP.
  • Custo de Manutenção da Rede Corporativa: estimar o acréscimo nos custos de manutenção da rede corporativa, tanto realizados internamente, como através de terceiros, para acomodar o novo sistema VoIP.
  • Investimento e Expansão: avaliar os custos dos equipamentos da nova rede VoIP, assim como os custos de futuras extensões e de instalação de novos terminais telefônicos e cabeamento necessário.
  • Benefício percebido pelos Usuários: avaliar os custos indiretos advindos dos benefícios percebidos pelos usuários, tais como a mobilidade, ou seja, a manutenção do acesso ao seu terminal e serviços associados (caixa postal, soft-phone através de computador, agenda, etc) em qualquer instalação predial da empresa, ou até em casa.

Novamente, torna-se necessário designar um responsável (interno ou consultor) que tenha conhecimento de telecomunicações e sistemas tradicionais de Voz e VoIP para executar esta atividade. O seus produtos devem ser as especificações para o novo sistema, e a estimativa de investimento e retorno do projeto.

 De posse dos custos avaliados para o novo sistema e dos custos atuais, pode-se realizar a comparação e verificar quais as vantagens alcançadas pela transição para a nova tecnologia. Esses resultados podem inclusive definir que a transição seja feita em fases, onde a substituição dos sistemas ocorre de forma gradual e planejada.

 Alguns estudos relativos ao uso da Internet como forma de conexão entre algumas instalações prediais da empresa (ou todas), sempre considerando os fatores segurança e qualidade de serviço, podem ser realizados adicionalmente, caso isto possa expressar uma economia adicional a ser obtida. A contratação de um provedor de serviços VoIP para realizar esta função pode ser outro estudo semelhante a ser realizado que pode trazer também benefícios interessantes.

 Finalmente, para elaborar o projeto final e implantar o sistema torna-se necessário escolher um fornecedor que possa tornar-se um parceiro tecnológico da empresa. A avaliação do fornecedor deve levar em conta os seguintes aspectos:

  • Maturidade Tecnológica: avaliar a maturidade tecnológica tanto dos equipamentos a serem fornecidos como da tecnologia desenvolvida pelo fornecedor. Além disso deve-se verificar se o sistema atende às normas e recomendações aplicáveis aos sistemas VoIP, permitindo, eventualmente, a convivência com sistemas de outros fornecedores, e até com novas tecnologias emergentes.
  • Experiência em Projetos e Implantação: avaliar a experiência na elaboração de projetos de sistemas VoIP e na sua implantação, buscando inclusive informações de Clientes já atendidos pelo fornecedor.
  • Suporte e Manutenção: em se tratando de uma tecnologia emergente que pode conter partes ou todo o fornecimento feito por empresas com abrangência global, mas ainda assim sem presença efetiva no país, deve-se avaliar cuidadosamente sua capacidade de oferecer suporte remoto e manutenção local como forma de garantir a disponibilidade dos sistema.

Feita a implantação do sistema e iniciada a operação pode-se finalmente perceber os resultados alcançados, e o retorno do investimento realizado.

 Como pode-se observar, somente através um estudo detalhado a resposta para a questão proposta no começo do tutorial pode ser obtida. Esse estudo pode levar a implantação de um sistema VoIP ou a manutenção do sistema atual por um período de tempo definido. Afinal, a questão é ponderar todos os fatores necessários para tomar a decisão mais conveniente.

 Entretanto, levando-se em conta a tendência cada vez maior de convergência das redes, através das chamadas Next Generation Networks (NGN), com certeza a implantação da nova tecnologia pode ser apenas a ponta do iceberg de futuras soluções convergentes que podem adicionar dispositivos computacionais e móveis a nova rede.

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